Rede Côa Selvagem

Foi lançada na semana passada uma nova rede de empresas baseadas na natureza promovida pela Rewilding Portugal. Uma nova forma de explorar e descobrir o que o Grande Vale do Côa tem para oferecer e que une vários negócios da região numa visão comum de um futuro mais selvagem e sustentável.

O Grande Vale do Côa encontra-se localizado entre o rio Douro e a Serra da Malcata, o Grande Vale do Côa é uma região com um património natural, cultural e histórico impressionante. Com gravuras pré-históricas, espécies ameaçadas, tradições antigas e paisagens espetaculares, esta região é uma jóia ainda pouco conhecida em Portugal e com muito para descobrir.

Para promover este tipo de empresas na região, foi criada uma nova rede de negócios – a Rede Côa Selvagem, que foi inaugurada oficialmente na semana passada. Uma rede que pretende promover sinergias entre os negócios locais, a cooperação entre os negócios que já existem no terreno e cujo objetivo comum é tornar o Grande Vale do Côa num novo destino de excelência para o turismo de natureza.

O objetivo principal da Rede Côa Selvagem é combinar os pontos fortes dos vários negócios já existentes na região que têm vontade de potenciar este território, mantendo sempre a sua identidade e apostando na conservação do património natural. Esta rede  cria novas oportunidades de colaboração entre todos os membros, fortalecendo-os e orientando-os para um bem comum. Produtos regionais que podem passar a ser vendidos nos alojamentos locais, onde ficarão instalados os clientes desta nova rede, que por sua vez também terão de utilizar os espaços de restauração envolventes, assim como os serviços de empresas de animação turística, nomeadamente as orientadas para a visita de espaços naturais e observação de fauna.

O evento de lançamento aconteceu online na última terça-feira, dia 19 de Janeiro, num encontro em que os participantes da rede tiveram a oportunidade de se conhecerem melhor entre si, perceberem a melhor forma de colaborar e de sentirem o pulso desta nova rede que acaba de nascer.

A rede conta atualmente com doze entidades de diferentes setores que podem trabalhar em conjunto de forma a desenvolver uma oferta inclusiva e completa aos visitantes da região. Estas entidades são: A2Z, Ambieduca, Casas de Villar, Casa da Cisterna, Casa Villar Mayor, Flor Alta, Matreira, DreamOverland, Miles Away, WildCôa, WildlifePortugal e Rotas e Raízes. Uma enorme variedade de mais valias na promoção da região e do que esta tem de melhor e que podem permitir uma experiência de contacto direto com a natureza mais completa e inesquecível.

De acordo com Daniel Veríssimo, Técnico de Empreendedorismo da Rewilding Portugal, “os membros da rede estão a receber consultoria e apoio por parte da Rewilding Portugal, tanto no desenvolvimento de estratégias para o futuro e criação de novos produtos/serviços, como na parte do marketing digital e disseminação das ofertas. Esperamos que esta colaboração entre uma organização de conservação da natureza  e o setor privado possa trazer bons resultados para a região”.

Já Fernando Romão, responsável pela Wildlife Portugal, refere que “num mundo cada vez mais degradado pelo homem, quer a nível ambiental quer social, situações como a que vivemos atualmente são uma chamada de atenção para a necessidade premente de assumirmos uma postura mais sustentável na forma como exploramos os recursos. A salvaguarda da biodiversidade, o estímulo e apoio de economias de base local com uma reduzida pegada ambiental, a cooperação e o estabelecimento de redes empresariais, como a Rede Côa Selvagem, valorizam e promovem o território onde se inserem, tornando o futuro um lugar melhor”.

Estão a ser desenvolvidas diferentes ofertas turísticas integradas pelos membros da Rede Côa Selvagem, que vão ser comercializados ao público que queira conhecer o Grande Vale do Côa. Assim, um interessado em conhecer a área pode com apenas uma reserva ter acesso a todas as comodidades e experiências. Neste arranque, os pacotes turísticos estarão disponíveis na European Safari Company e na Impact Trip, e as marcações poderão ser feitas na primavera/verão deste ano, se a situação com a pandemia melhorar.

Esta ajuda na construção de uma oferta conjunta e na sua divulgação e promoção pretende aumentar a visibilidade da região, facilitar a entrada destes operadores em novos mercados nacionais e internacionais e promover toda a região como um novo destino de turismo sustentável de excelência.

Quer visitar o Grande Vale do Côa? Descubra várias oportunidades aqui.”

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