Memórias de infância em Vale Formoso por António Ribeiro

A Revista Aldeias Vivas esteve à conversa com António Ribeiro, oriundo da aldeia de Vale Formoso, que quis partilhar connosco um pouco sobre as memórias que ainda guarda da sua infância.

“A minha mãe era conhecida como a Lurdinhas do poço porque morava junto ao café do poço.”

AV: Como eram as brincadeiras de antigamente e as festas na aldeia?
AR: As nossas brincadeiras eram todas feitas ao ar livre, tais como, corrida de burro, escondidas, jogar à bola, andar de bicicleta, jogar às cartas, ouvir música no miradouro, entre outras. Em relação às festas da aldeia eram uma alegria, era uma semana sempre a bombar.

AV: Como eram os namoricos da altura?
AR: Os namoros da altura eram namoricos das férias, pois juntava-se o pessoal que vinha da França e da Suíça com os de Lisboa, mais os da terra e namorávamos os três meses das férias. As recordações que guardo era a amizade que havia nessa altura, que não é como agora.

AV: Como eram passados os serões?
AR: Poucas casas tinham televisão, não havia internet, havia pouca luz na rua, reuníamo-nos no café do “Toneca” que era ao fim da rua direita ao lado da igreja. Havia mais camaradagem entre as pessoas, as noites do mês de julho e agosto eram muito grandes, as pessoas de hoje são mais individualistas, não se juntam tanto, cada um fica em casa devido as modernices do seculo XXI.

AV: Costuma ir muitas vezes a Vale Formoso e onde reside atualmente?
AR: Sim, vou algumas vezes a Vale formoso na altura do verão e atualmente resido em Loures.

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