Há que aproveitar a agricultura, o turismo e os emigrantes

Mathilde Conceição de 24 anos de idade, é natural de França e habitualmente passa as suas férias em Vale Formoso, daí que se disponibilizou para falar à nossa reportagem sobre esta aldeia que faz parte da sua vida.

“Vale Formoso é um tesouro que aproveita uma ótima localização entre a Guarda e a Covilhã.”

Como descreves a aldeia?
Vale Formoso é um tesouro que aproveita uma ótima localização entre a Guarda e a Covilhã, rodeadas das melhores praias fluviais do país com vistas deslumbrantes. Além disso, é uma aldeia limpa, bem tratada e com muita animação.

A aldeia de Vale Formoso é das melhores. Aliás o meu pai costuma dizer: “em Vale Formoso tudo cresce” e é pura verdade. As frutas e os legumes são saborosos e vendem-se para todo o país.

Fala-me das recordações que guardas?
Lembro-me dos passeios ao miradouro no verão, da colheita da azeitona no outono, dos primeiros morangos ao chegar da primavera e das tardes passadas à lareira no natal.

“Vale Formoso tem de aproveitar das três coisas que a faz viver: a agricultura, o turismo e os emigrantes.”

Como achas que será o futuro desta aldeia e das outras?
Eu espero que o futuro desta aldeia seja promissor. Vale Formoso tem de aproveitar das três coisas que a faz viver: a agricultura, o turismo e os emigrantes. Assim, valorizar a terra e as pessoas que lá trabalham, será o caminho a seguir, pois avizinham-se tempos duros.

Para o turismo, poder-se-ia desenvolver um projeto de trilhos com vários níveis de dificuldade para atrair os apaixonados deste tipo de modalidades. Uma boa ideia seria aproveitar o miradouro e instalar baloiços como o que está a ser feito na serra da Lousã, onde o turismo duplicou.

Relativamente aos emigrantes, que fazem viver a aldeia durante as férias, acho importante voltar à organização das festas como era feito. Tem de se continuar as festas temáticas no Bar Queda Livre e organizar mais concentrações de motas, que dinamizam economicamente Vale Formoso.

“(..) o interior do país tem muito para oferecer e sobretudo valorizar os trabalhadores e motivá-los.”

O que faz falta para combater o despovoamento e fixar os jovens residentes?
É importante investir nos jovens das aldeias, tendo muito deles formação superior e ouvir as ideias e ações que querem desenvolver nas suas terras. É preciso também mostrar às empresas que o interior do país tem muito para oferecer e sobretudo valorizar os trabalhadores e motivá-los. As aldeias vivem através das pessoas que lá vivem. Valorizem-nas!

Partilhar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *