SONDAGEM

O despovoamento das aldeias é infelizmente cada vez mais uma realidade.

→ Na sua opinião, o que pode ou deve ser feito para travar esta tendência nas nossas aldeias?

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PARTICIPAÇÕES:

“A minha opinião é que pensem bem na crise que vem aí nem fazemos ideia é mundial ainda havemos de ver as pessoas das cidades e do estrangeiro tudo a regressar as aldeias e termos que aproveitar as terras que hoje estão abandonadas beijinhos para todos.” Fátima Marques

“Olá devem dinamizar a aldeia com tanto património devia ser mais divulgado fazer demonstrações tipo feiras união em vez de politiquices pois se derem oportunidade aos mais novos talvez não fique uma aldeia fantasma como tantas outras pois em 20 anos muita gente partiu e é pena.” Anabela Gomes

“A criação de um consórcio com projetos que explorem os terrenos incultivados e turismo cultural, rural e eno-gastronomico. São com certeza projetos ambiciosos, com muito empenho e luta, especialmente a nível de organização e burocracia, mas gosto de acreditar nos jovens, ideias inovativas e que na vida, tudo ou quase tudo é possível.”Mena Campos

“Tal como em muitos outros sítios o que falta para que haja menos despovoamento é a falta de emprego nas proximidades. Mas não estamos a passar pela melhor fase das nossas vidas para falarmos sobre isso. Acredito que tudo irá mudar e que haverá ou por necessidade ou não muita gente a regressar às aldeias. Eu já estive fora alguns anos e sempre disse que voltava e aqui estou eu.  Sinto-me muito mais feliz e realizada ao saber que saí num percurso escolar e profissional e voltei com uma visão completamente diferente. Hoje sinto que me faz falta respirar o ar da aldeia.” Joana Lourenço

“O que faz falta é haver postos de trabalho, pois cada vez mais existe desemprego e os jovens tem de ir para outras freguesias.” Isabel Duarte

O futuro desta aldeia infelizmente é ficar cada vez mais envelhecida, os mais jovens tentam procurar cidades e países onde há mais oferta de trabalho. Mas tenho esperança de que os que ficam façam evoluir a nossa aldeia. O que falta mesmo é ofertas de emprego e mais atividades para os mais jovens, mais diversões, se bem que agora isso não seja possível com a situação que todos estamos a passar.” Sandra Pinheiro

“Talvez, quase de certeza que um pequeno mas sincero investimento humano por parte de quem pode, fosse a chave que fechasse as portas de saída e abrisse as portas de entrada, mas para quem não se importasse de dizer “eu trabalho e moro numa aldeia do interior.” Sendo assim e por consequência acho que os jovens iriam ter coragem de se manterem por aqui e outros para cá viriam, certamente. Tal como o aumento da população passa pelos mais jovens. Não se esqueçam delas e haja respeito por elas (aldeias).” Alberto Freire

“É importante investir nos jovens das aldeias, tendo muito deles formação superior e ouvir as ideias e ações que querem desenvolver nas suas terras. É preciso também mostrar às empresas que o interior do país tem muito para oferecer e sobretudo valorizar os trabalhadores e motivá-los. As aldeias vivem através das pessoas que lá vivem. Valorizem-nas!” Mathilde Conceição

“Numa aldeia quase perdida como Vale Formoso, digo perdida, sendo a última do concelho da Covilhã, entre limite de Distrito, jamais o desenvolvimento será promissor. Somos excluídos por quem nos governa, quanto a parte dos monumentos atualmente estão degradados ao rubro, se falarmos de emigrantes, ambos sabemos que talvez tragam algum conforto económico, mas jamais ao desenvolvimento. Como se costuma dizer quem monta o cavalo é que guia as rédeas. Acho que é uma aldeia em que muito tem que trabalhar, talvez mais que o turismo e emigrantes seja uma prioridade, cativar a juventude, a sua fixação, captar a atenção da sua hospitalidade, criar e desenvolver a criatividade dos produtos regionais, patentear variantes únicas, entre outras.” Opinião de um habitante de Vale Formoso que quis manter o anonimato

“Vale Formoso é e será sempre uma bonita aldeia, só lamento que parte da população tenha de emigrar para conseguir uma vida melhor mas quem gosta e quem se orgulha da nossa aldeia volta sempre porque é lá que estão as raízes de cada um e a culpa do despovoamento não é das aldeias e sim do nosso governo que nos desvaloriza.” Carla Soares

“Infelizmente o despovoamento não tem haver com o estado atual da aldeia, mas sim com o governo português, os jovens têm mais tendência em sair do país, largar a sua terra mãe com o intuito de terem uma vida melhor, coisa que em Portugal atualmente é quase impossível.” Pedro Martins

“Na generalidade, estas pequenas localidades têm uma forte tendência para a desertificação. No entanto, não creio que seja este o rumo da nossa aldeia pois, tem um forte potencial geográfico e uma população dedicada e resiliente que se mantém fiel às suas origens. Penso que a estratégia para fixar a população e combater o despovoamento seja promovendo o desenvolvimento sustentado, passando por dois eixos fundamentais: as estruturas de produção agrícola e a aposta em estruturas de turismo aventura e natureza.” Sérgio Figueiredo

“Fazem falta programas de atividades nos clubes e associações das aldeias, pois muitos deles só tem mesmo o nome porque permanecem fechados desde há muito tempo. Podiam recriar-se determinadas atividades e ocupações para os jovens e até para os mais velhos. Infelizmente há muita desmotivação e falta de interesse para travar o despovoamento das aldeias.” Rodrigo Proença

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