Compete a todos nós construir uma aldeia viva

Anabela Gomes, a residir em Vale Formoso já há 20 anos, falou-nos sobre as suas recordações da aldeia.

Como descreve a aldeia?
Vim para Vale Formoso em 2000, considero que é uma aldeia com tradição, movimento, património, respeito e orgulho da sua gente. É uma aldeia com alma onde vivem em comunidade, onde todas as etnias são aceites, um povo que respeita a diferença.

“(…) memórias que deixam saudade.”

Quais as recordações que guarda?
As recordações que guardo são da Festa do Santo Antão, onde havia a procissão com os tratores enfeitados, lembro me também das pessoas com os seus farnéis e do rancho da aldeia, este que agrupava quase a totalidade dos jovens da terra. A grande festa da Descoberta da Moura, o esconder dos vasos na noite de São João, na páscoa a azáfama de andar atrás do Sr. Padre para beijar a cruz, a festa da Senhora da Saúde que reunia os emigrantes e que era o ponto alto do verão, o madeiro feito pelos locais, enfim memórias que deixam saudades.

“Mesmo com pouco ou nenhum dinamismo continuamos a ter qualidade de vida.”

Qual será o futuro da aldeia?
Bem, o futuro depende de todos nós, sim é verdade que temos uma população idosa, mas não nos podemos esquecer da riqueza dos seus saberes, os jovens são poucos e tendem a partir. A aldeia está bem situada geograficamente, mesmo com pouco ou nenhum dinamismo continuamos a ter qualidade de vida. Vamos ser positivos, agir em vez de criticar, pois se acabam com tudo é porque nos tornamos num povo silencioso. Tal como diz o poeta “o sonho comanda a vida” e compete a todos nós construir uma aldeia viva.

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